Atuação do REDOME durante a pandemia para garantir transplantes

O paciente que aguarda por um transplante de medula óssea, muitas vezes, não pode esperar. Por isso, o REDOME segue funcionando normalmente nesta fase de pandemia do novo coronavírus e com todos os cuidados necessários para zelar pela segurança dos seus funcionários e, principalmente, dos seus doadores e pacientes.

O REDOME atua junto a diversas instituições, sendo necessária a atualização de procedimentos. Além disso, segue recomendações internacionais, trabalha em cooperação a registros de diversos países e atua alinhado com autoridades da saúde do governo brasileiro.

Em entrevista, a coordenadora técnica do REDOME, Danielli Oliveira, conta como tem sido a atuação do registro junto a todas estas entidades para que o doador reforce seu compromisso de solidariedade e o transplante aconteça.

Atuação do REDOME durante pandemia

Imagino que nenhum registro pudesse prever uma situação como a que estamos enfrentando, mas o REDOME conseguiu se adaptar rapidamente às mudanças impostas. A implantação do trabalho remoto, já na segunda quinzena de março, permitiu a continuidade das nossas atividades, consideradas de caráter essencial, sem prescindir da segurança dos nossos funcionários.


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← Como o REDOME se planejou para atuar durante a pandemia?

O cenário de isolamento social representa um grande desafio para a manutenção das atividades, já que o processo de doação envolve, invariavelmente, a circulação de doadores por ambientes como hemocentros e hospitais. Assim, estamos atuando em parceria com hemocentros e centros de transplante na atualização dos processos de coleta de amostras, consultas em centros de transplante e coleta, além da doação de células-tronco hematopoéticas, no sentido de garantir a segurança de doadores e pacientes. Estes processos seguem as recomendações de organizações internacionais, como a World Marrow Donor Association (WMDA) – Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea, e de autoridades sanitárias, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Saúde. Durante os primeiros meses desta pandemia, foram realizados 27 transplantes, em março, e 11, em abril. Com isso, podemos observar uma redução de 37% no primeiro quadrimestre de 2020, com 103 transplantes, quando comparados aos 141 procedimentos realizados em 2019. Apesar dos esforços da nossa equipe, entendemos que esta redução era esperada, considerando o impacto da pandemia nas atividades das equipes médicas e centros de transplante.


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← Como tem sido a atuação, para atividades em parceria e desafios, junto aos centros de transplante e hemocentros?

A chegada de produtos para transplante de células-tronco hematopoéticas de pacientes brasileiros, bem como o envio de produtos de doadores brasileiros destinados a pacientes internacionais, depende de uma série de autorizações sanitárias no Brasil e no exterior. Este processo sofreu um grande impacto com as medidas restritivas adotadas no Brasil e em diversos outros países. Entretanto, graças ao apoio da ANVISA, da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT) e outras instituições, como a Polícia Federal, conseguimos autorizações do Ministério da Justiça e do Ministério da Saúde, possibilitando a continuidade de nossos serviços. A permissão para a entrada de estrangeiros no Brasil, a fim de realizar serviço de courier, possibilitou ao REDOME manter seus transplantes com doações internacionais, totalizando oito importações, em março, e 14, em abril, enquanto os números de exportações realizadas nestes dois meses foram sete em cada mês.


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← Como estão sendo feitos os transportes de materiais internacionais para pacientes brasileiros e os que vão para transplantes internacionais?

As cias aéreas, juntamente com as empresas de transporte especializadas, têm sido fundamentais na manutenção do transporte de células para transplante, oferecendo alternativas aos voos comerciais de passageiros. Assim, a exemplo do que tem ocorrido entre a Europa e os Estados Unidos, no mês de abril, foi realizado o transporte de células coletadas de um doador REDOME para um paciente do registro argentino, em um voo de carga sob a responsabilidade direta da tripulação. Esta ação permitiu que as células fossem entregues dentro de um prazo adequado para o transplante. 


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← Como tem sido a atuação das companhias aéreas para facilitar o transporte de material?

A natureza das nossas atividades, culminando com o nobre gesto da doação anônima e voluntária, sempre contou com uma extensa rede de colaboração, que envolve os diversos registros de doadores no mundo e organizações, como a WMDA. Este momento, apesar de todos os desafios, tem reforçado os laços de cooperação e solidariedade entre as organizações na busca por soluções que garantam o atendimento de pacientes a espera de um transplante que não pode ser adiado, mas sem esquecer da segurança dos doadores. Ao mesmo tempo, no Brasil e no mundo, milhares de doadores voluntários têm reforçado seu compromisso com o futuro da humanidade, por meio de pacientes que são diretamente beneficiados por suas doações. Estes atos de solidariedade, diante das incertezas do cenário atual, renovam nossas esperanças de que sairemos de toda esta crise, renovados e fortalecidos.


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← Por fim, como tem sido a cooperação mundial entre os registros neste momento de pandemia?

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