Posicionamento REDOME

Diante dos últimos acontecimentos e do aumento do número de casos de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2 causador da COVID-19) no Brasil e no mundo, o REDOME esclarece que mantém contato com autoridades brasileiras e diversos registros de doadores do mundo, a fim de garantir a continuidade da sua atividade, já que muitos pacientes que necessitam de um transplante de células-tronco hematopoéticas (medula óssea) não podem esperar.

O registro está com suas ações direcionadas para a segurança dos doadores e atuando, junto aos hemocentros e centros de transplante, no reforço das recomendações do Ministério da Saúde para a prevenção da COVID-19. Mesmo com todos os cuidados, o REDOME entende que este é um momento de muitos questionamentos e disponibilizou um FAQ com dúvidas frequentes dos doadores e que ajudará na compreensão do posicionamento do registro.

Perguntas sobre a COVID-19 e o REDOME

Até o momento, não existem evidências de que o vírus seja transmitido pelo sangue ou produtos celulares e, por este motivo, doadores saudáveis e seus produtos não estão sendo testados.


A atividade de cadastro não está suspensa nos hemocentros, mas de acordo com as recomendações das autoridades de diversas cidades e estados, é necessário manter o isolamento social e, por este motivo, não é recomendado o cadastro de novos doadores e, sobretudo, a realização de campanhas que podem causar aglomerações.


Durante a fase de work up, o doador responderá perguntas específicas sobre sintomas relacionados à COVID-19 e histórico de contato com casos suspeitos ou confirmados. Os critérios de afastamento destes doadores obedecem às recomendações estabelecidas na Nota Técnica Nº 13/2020-CGSH/DAET/SAES/MS.


Durante o processo de work up e coleta de células-tronco, o doador é acompanhado pela equipe médica do centro de coleta e, no surgimento de qualquer sintoma, deverá ser reavaliado por esta equipe. Em caso de suspeita de COVID-19 ou outro quadro infeccioso que aumente o risco do procedimento, a doação será cancelada até plena recuperação do doador.


Conforme recomendação do Ministério da Saúde (Nota Técnica Nº 13/2020-CGSH/DAET/SAES/MS), o doador ficará afastado do processo de doação por, pelo menos, 30 dias após recuperação completa dos sintomas.


O REDOME não possui estrutura que permita a coleta domiciliar de testes laboratoriais, mas nossa equipe está empenhada em buscar a solução mais conveniente para cada doador. Além disso, a fim de reduzir deslocamentos, os exames poderão ser realizados diretamente no centro de coleta, o que terá que ser avaliado individualmente por nossa equipe.


A realização de coleta de amostra de sangue, neste caso, deverá ser reavaliada pela equipe médica do REDOME ou do centro de coleta e irá depender do tipo de exame a ser realizado.


Possivelmente. A equipe do REDOME está orientada a buscar sempre a solução mais conveniente para o doador, porém, em função da disponibilidade dos centros, isto poderá provocar atrasos na data do transplante, o que poderá ser crítico para muitos pacientes. É importante lembrar que a doação é um ato voluntário e a decisão dos doadores será sempre respeitada. Caso o doador não se sinta confortável com a possibilidade de deslocamento para um centro de coleta, ele deverá informar, imediatamente, ao REDOME para que a equipe possa identificar alternativas que reduzam os danos para o paciente.


O REDOME segue as recomendações do Ministério da Saúde quanto ao uso de máscaras e os centros de transplante que recebem nossos doadores também possuem protocolos institucionais que buscam reduzir o risco de exposição e contaminação.


A necessidade de quarentena ou outras medidas de isolamento social irão depender de características do doador e sua família, e deverão ser avaliadas pela equipe médica do centro de coleta. Os centros de coleta têm atuado, juntamente com o REDOME, com todo o cuidado no sentido de reduzir os riscos para os doadores encaminhados para a doação voluntária.


Não. Até o momento, todas as evidências sugerem que não há um risco aumentado de infecção viral associado ao procedimento da doação.


Não. Na coleta por aférese, o uso da medicação Filgrastim pode causar sintomas como dor de cabeça, dor muscular ou óssea, fadiga e, em alguns casos, febre baixa ou tosse seca, mas não está associado à falta de ar. Além disso, durante o uso desta medicação, o doador estará sendo acompanhado pela equipe médica do centro de transplante que poderá avaliá-lo em caso de qualquer alteração do seu quadro clínico.


O doador será orientado a retornar ao centro de coleta ou outra unidade de saúde próxima à sua residência e o REDOME custeará todas as despesas relacionadas ao deslocamento e eventuais medicações indicadas para complicações relacionadas à coleta.


O momento é de muitas incertezas, mas o REDOME sabe do poder da solidariedade, conforme demonstram milhões de doadores no Brasil e no mundo. Por isso, o registro reitera seu compromisso com pacientes e doadores, além de agradecer a toda à rede de hemocentros, laboratórios e centros de transplante, que viabilizam as atividades relacionadas ao transplante de medula óssea.

A equipe do REDOME está à disposição para esclarecer dúvidas por meio do telefone 2505-5656 e do e-mail redome@inca.gov.br .

 

Como prevenir o contágio

Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço (de preferência, descartável) ou com o braço, e não com as mãos.

Lave as mãos com água e sabão, frequentemente.

Higienize as mãos, frequentemente, com álcool em gel 70%, quando não puder lavá-las.

Mantenha os ambientes bem ventilados.

Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço (de preferência, descartável) ou com o braço, e não com as mãos.

Lave as mãos com água e sabão, frequentemente.

Higienize as mãos, frequentemente, com álcool em gel 70%, quando não puder lavá-las.

Mantenha os ambientes bem ventilados.

 

Cartilha coronavírus

Mantenha-se informado com a cartilha do Ministério da Saúde.