O transplante de medula óssea, muitas vezes, é a única salvação para o paciente. Foto: Freepik

Reportagem publicada pela revista Marie Claire levantou as principais perguntas sobre a doação de medula óssea e consultou especialistas para respondê-las. Confira!

Quem pode doar?

Qualquer pessoa que:

– Tenha 18 a 35 anos;

– Esteja em bom estado de saúde;

– Não tenha histórico de doenças autoimunes, câncer, doenças infecciosas graves ou crônicas específicas.

Confira a lista de condições impeditivas.

Quanto tempo demora para a pessoa que doou a medula se recuperar?

A recuperação costuma ser rápida. Na maioria dos casos, o doador retorna às atividades normais em 2 a 7 dias, e a medula óssea se regenera completamente em poucas semanas. Todo o processo é acompanhado por uma equipe de saúde, garantindo segurança ao doador.

É possível o contato entre o doador de medula óssea e quem a recebeu?

De acordo com Danielli Oliveira, coordenadora do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), programa do Ministério da Saúde, o contato entre o doador e o receptor nem sempre é imediato, visando protegê-los.

“Seis meses após o transplante de medula óssea, o doador pode solicitar informações sobre o estado de saúde do receptor. Estas informações serão enviadas pela equipe médica do centro de transplante do paciente para o REDOME. Após um ano do transplante, é possível enviar uma mensagem anônima ao doador, com até seis linhas e sem dados pessoais, como nome, telefone ou endereço. Esta mensagem será enviada pela equipe médica, e o REDOME a encaminhará ao doador”, explica Oliveira.

Já após 18 meses, caso o doador e o receptor manifestem interesse mútuo em se conhecerem pessoalmente ou por mensagem, há a revelação dos nomes e e-mails para ambos.

No caso de pacientes internacionais, esses prazos podem sofrer alterações ou mesmo não poder ocorrer troca de informações pessoais, conforme os critérios do registro internacional.