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Redome

8/9/2026

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REDOME e Correios apresentam selos dedicados à doação de medula óssea

Peças destacam a diversidade genética brasileira, a relevância do REDOME e o vínculo entre doadores e pacientes

Série com os três selos. Foto: Divulgação

Os Correios e o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) apresentaram, no dia 20 de agosto, a emissão postal “Doe Medula Óssea”. A apresentação aconteceu em Salvador/BA durante a 30ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea (SBTMO), um dos maiores eventos da temática na América Latina.

A emissão reúne três selos que abordam diferentes aspectos relacionados à doação. A bandeira representa a diversidade genética da população brasileira; o globo, com o Brasil em destaque, faz referência à dimensão internacional do Registro; e o abraço representa o vínculo estabelecido entre doadores e pacientes ao longo do processo de transplante.

O grafismo da identidade visual do REDOME foi utilizado como elemento compositivo. Foto: Divulgação Correios

A arte também incorpora elementos da ciência e da genética. Uma fita de DNA percorre os três selos, criando continuidade visual e remetendo à compatibilidade necessária para o transplante de medula óssea. Além disso, o grafismo da logomarca do REDOME, formado por pontos que se conectam, serve como elemento construtivo das ilustrações. O recurso faz alusão à relação entre doadores e receptores e à rede REDOME, que inclui hemocentros, laboratórios de histocompatibilidade, centros de transplante, além de voluntários de ONGs e da sociedade em geral.

“É um reconhecimento muito importante para o REDOME. A presença da doação de medula óssea em um selo postal eterniza o nosso trabalho de uma maneira muito especial”, destaca Danielli Oliveira, médica do REDOME. “Essa série com três selos foi criada para que, juntas, as peças possam abranger toda a relevância e o impacto da doação de medula óssea”, complementa.

A técnica utilizada foi computação gráfica. Foto: Divulgação Correios

Segundo os Correios, a doação de medula óssea já havia sido cotada para edições anteriores e, nesta votação, conquistou o segundo lugar entre os temas escolhidos pelo júri.

“É a primeira vez que temos um selo voltado para os transplantes e voltado para os transplantes de medula óssea. É emocionante e ficamos muito felizes. Esperamos que as pessoas utilizem e que os selos cumpram seu papel, que é divulgar a doação de medula óssea e disseminar no Brasil a cultura da doação e da cura para milhares de pessoas”, enfatiza Patrícia Freire, coordenadora-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde, durante o evento que marcou a apresentação dos selos comemorativos.

De acordo com o edital da emissão, “mais do que uma peça filatélica, o selo simboliza um convite à reflexão e à ação: um chamado para que mais pessoas se juntem a essa rede de solidariedade e contribuam para salvar vidas”.

Os selos podem ser adquiridos na Loja Virtual dos Correios, por meio do aplicativo dos Correios e nas principais agências.

Apresentação da emissão postal durante a XXX edição do Congresso da SBTMO. Foto: Divulgação Correios

Um selo da diversidade brasileira

Durante os quatro dias de congresso, os visitantes do estande “REDOME: um selo da diversidade brasileira” foram convidados a escrever nos cartões-postais, que estampam imagens de Salvador/BA, cidade-sede do congresso, e contam com a impressão dos selos no verso. Ao todo, foram preenchidos 50 postais com mensagens destinadas a equipes multidisciplinares dos hemocentros, laboratórios de histocompatibilidade, centros de transplante, além de ONGs, doadores e receptores. 

Confira aqui alguns postais.

Um dos maiores registros do mundo

Com mais de seis milhões de cadastrados, o REDOME é atualmente o terceiro maior registro de doadores de medula óssea do mundo, atrás apenas dos Registros NMDP, dos Estados Unidos, e do Registro DKMS, da Alemanha. Hoje, o REDOME garante que 60% dos transplantes de medula óssea não-aparentados dos pacientes brasileiros ocorram com doadores do Registro.

O Brasil tem, também, um papel de destaque na rede de cooperação internacional, através da World Marrow Donor Association – WMDA (Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea), que reúne registros de mais de 50 países, totalizando 44 milhões de doadores em todo o mundo. Como parte dessa rede, os doadores do REDOME realizam doações de células que viabilizam transplantes não apenas para pacientes brasileiros, mas também para pessoas de outros países. Essa atuação internacional se deve, em grande parte, à diversidade genética do registro brasileiro, fruto da intensa miscigenação de nossa população.

Para que serve a doação

O transplante de medula óssea, atualmente chamado de transplante de células-progenitoras hematopoéticas, é indicado para o tratamento de cerca de 80 doenças, incluindo leucemias, linfomas, anemias aplásicas e imunodeficiências, e podem acometer pessoas de todas as faixas etárias.

Como se tornar um doador

Os Hemocentros Regionais, mais conhecidos como Bancos de Sangue da rede pública, são responsáveis por cadastrar os interessados em se tornar doadores de medula óssea. Os dados desses voluntários são agrupados em um registro único e nacional.

Para se tornar um doador voluntário, é preciso ter entre 18 e 35 anos de idade, estar em bom estado de saúde e não ter histórico de câncer, doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue ou doenças autoimunes sistêmicas como lúpus ou artrite reumatoide.

Uma vez cadastrado, o voluntário permanece no REDOME e pode ser chamado para doar até completar 60 anos de idade.

Manter os dados de contato (telefone, e-mail e endereço) atualizados é crucial para que o REDOME localize o doador rapidamente. A atualização pode ser feita pelo site ou pelo aplicativo oficial do REDOME (disponível para Android e iOS), que também oferece a Carteirinha do Doador em formato digital.

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