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Redome

30/12/2025

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Influenciadora registra em vídeos sua experiência como doadora de medula óssea e viraliza nas redes sociais

Iniciativa integra a série especial de fim de ano do REDOME sobre histórias de doação

Sarah Viana publica Diário de Doação de Medula Óssea. Foto: Divulgação

A criadora de conteúdo Sarah Viana, que reúne mais de 31 mil seguidores no TikTok e mais de 21 mil seguidores no Instagram, transformou sua experiência como doadora de medula óssea em vídeos que rapidamente viralizaram nas redes sociais.

A história faz parte de uma série especial de final de ano produzida pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), trazendo relatos de quem participou ou foi impactado pelo processo de doação. A iniciativa também reforça o poder transformador da solidariedade neste período de renovação e esperança. 

Jornada registrada em três partes

Intitulados de “Diário de Doação de Medula Óssea”, os posts juntos já ultrapassam 1,6 milhão de visualizações apenas no Instagram. Em um vídeo extra de esclarecimentos, Sarah explica como funciona o processo de cadastro, detalha cada etapa da doação e reforça que todas as etapas são gratuitas para pacientes e doadores (tudo custeado pelo SUS). 

A proposta, segundo ela, era clara: desmistificar o processo e mostrar que a doação é muito mais simples do que a maioria das pessoas imagina.

A parte 1 do Diário de Doação de Medula Óssea acumula mais de 780 mil visualizações, 35 mil curtidas e quase 3 mil compartilhamentos no Instagram. Nele, Sarah explica o que acontece antes da doação e como funciona todo o processo até a coleta.

A segunda parte, com mais de 210 mil visualizações, mostra a fase inicial da doação por aférese e já reúne 16 mil curtidas e quase 2 mil compartilhamentos no Instagram.

Na terceira parte da série, Sarah registra a própria coleta, em um vídeo que ultrapassa 640 mil visualizações, 56 mil curtidas e quase 7 mil compartilhamentos apenas nesta mídia social. Entre equipamentos, bolsas de coleta e a equipe técnica, ela aparece tranquila e até comendo feijoada enquanto realizava a doação.

Sarah também publicou um quarto vídeo sobre o tema para responder a dúvidas frequentes e reforçou a necessidade de manter os dados cadastrais atualizados no site ou no aplicativo do REDOME. Ela lembra que a atualização constante é uma etapa essencial para que doadores sejam rapidamente localizados quando surge uma possível compatibilidade.

A missão de combater os mitos sobre doação

A decisão de transformar a experiência em conteúdo foi planejada. “Eu queria fazer um trabalho bem feito, de conscientizar e desestigmatizar o processo. Quando eu falava que ia doar, muita gente ficava preocupada, e eu não entendia o motivo. O imaginário popular ainda cria muito medo”, conta.

Segundo ela, o principal mito é acreditar que a medula “fica na coluna” ou que a doação envolve riscos graves ou dores intensas. “A maior parte das pessoas nem sabe o que é aférese. Então meu foco foi mostrar que a doação não dói, não envolve ‘furar a coluna’, e que é tudo muito mais simples do que pensam”, explica a jovem.

Uma história que começou há muitos anos

Embora sua mãe e tia tenham enfrentado e se curado do câncer, Sarah explica que sua motivação para ser doadora começou muito antes. “Eu sempre doei sangue. Doo desde os meus 16 anos, incentivada pela minha mãe, muito antes de ela ter câncer. Muitas pessoas da minha família já tinham precisado de transfusão. Quando mudei para São Paulo, continuei doando e me cadastrei no REDOME como doadora voluntária de medula”, relembra. 

Para ela, o cadastro foi a soma de duas coisas: o hábito consolidado de doar e o desejo de retribuir a ajuda que sua própria família recebeu ao longo da vida.

A notícia da compatibilidade

Quando recebi o contato do REDOME e fui informada de que poderia ser compatível com um paciente que precisava da doação, Sarah lembra que a emoção tomou conta. “Eu fiquei muito feliz. E, sendo bem sincera, eu não duvidei nem por um segundo que seria compatível. Foi mais emoção do que surpresa. Eu tinha uma certeza muito grande dentro de mim”, garante.

Efeito multiplicador

Entre milhões de visualizações no Instagram e TikTok, Sarah relata que o retorno mais marcante não veio dos números, mas das mensagens recebidas. “Muitas mães me mandavam mensagens agradecendo, contando que estavam na busca por um doador para seus filhos. Isso mexia demais comigo”.

E houve impacto direto. “Recebi mensagens diárias de pessoas dizendo que decidiram se cadastrar por causa dos meus vídeos. Algumas delas, poucos meses depois, já foram chamadas para fazer o teste de compatibilidade”.

Para ela, foi a prova concreta de que a conscientização realmente funciona. O engajamento gerado pelos vídeos é contínuo. “Todos os dias, recebo relatos de pessoas que se cadastraram por minha causa”, menciona. 

A história de Sarah Viana integra a série especial de fim de ano do REDOME e mostra que informação clara, acessível e humana pode mobilizar milhões de pessoas e transformar vidas.

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